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A família Bellamy



"A família Bellamy" (Upstairs-downstairs) não é uma série nova, oh não! Foi feita nos anos 1970-75 mas ainda assim, esta soberba série que começa no início do século no qual muitos de nós nascemos e do qual nos despedimos há 12 anos, ainda vai atravessar a primeira guerra mundial e também ultrapassá-la. É a melhor coisa a passar na televisão actualmente

Bom, diria-se, pelo retrato detalhado da época Eduardiana (UK, 1901-1910), que a série é uma adaptação de uma obra literária qualquer, mas NÃO. Na realidade, a série deu origem a obras literárias. Tem essa característica tão singular também a torná-la especial entre as demais. Upstairs-Downstairs, a passar na RTPMemória aos fins-de-semana, é uma ideia original de duas actrizes britânicas e remota ao final dos anos 60. Mas se pensam que isto a torna antiquada, oh, como estão enganados!


Ver a “Família Bellamy” é reflectir constantemente sobre a humanidade. O ser humano é o que está a ser retratado nesta série que mostra o quotidiano de dois núcleos distintos: uma família abastada e os empregados que a servem, na época de entrada do séc. XX, que marca o fim do reinado da Rainha Vitória de Inglaterra. Quando a Índia era uma colónia britânica e lutas eram travadas alem-mar.

É um fascinante retrato de pessoas, deveres, responsabilidades, orgulho, papéis sociais, sociedade, etc… Tem personagens verdadeiramente ODIOSAS (Elizabeth, Arthur) e outras que estão sempre a surpreender e nada, mas nada é estereotipado. Cada uma é profunda e com muita história para contar. São feitas referências a hábitos da geração anterior, educados na época Vitoriana, como por exemplo, o uso do espartilho ser essencial a uma senhora. Vemos o sistema de comunicação de sinos e campainhas utilizados entre patrões e empregados ser substituído pelos fios eléctricos, e o gás dar a vez à eletricidade. Uma sociedade diferente nos costumes e, no entanto, tudo é tão igual ao que sempre será e ao que ainda é hoje.


Chorei ao ver os capítulos que foram para o ar neste último fim-de-semana. Nenhum criou uma situação trágica ou de choro. Apenas retratou realidades tão transversais no tempo que suscitam emotividade. Como por exemplo o relato que a Ms. Bridges, a velha cozinheira, faz sobre o momento em que começou a trabalhar naquela casa, mais de 30 anos antes. Conta ela que os patrões nem reconheceram o seu esforço na preparação de um molho para o jantar, pois era apenas ajudante de cozinha e teve de substituir subitamente a cozinheira que caiu morta no chão. Os patrões mandaram o molho para trás, argumentando que estava com grumos, ao que a cozinheira conta: “Como não havia o molho de ter grumos se tivessem de o preparar diante do olhar gelito da defunda caída ali no chão?”. 

Outra situação é o nascimento de uma criança, o que conduz ao chamamento da ama que criou todos os bebés naquela família. A senhora, que começou menina mas que estava já idosa, havia perdido capacidades cognitivas e de coordenação, mas recusava-se a admiti-lo porque ser AMA de bebés foi o que sempre definiu a sua existência e a utilidade que tem na vida. Ver a senhora idosa a reclamar dos costumes terem perdido o rigor de outros tempos ao mesmo tempo que tenta estar à altura dos mesmos é, a meu ver, bastante emotivo. Saber que a cozinheira ou qualquer empregado trabalhava até morrer, é emotivo. E daí dizer que esta é uma série que retrata essencialmente, o ser humano.

Seria um erro julgar que a série cai no retrato estereotipado dos patrões arrogantes que não têm consideração pelos empregados e que esta cozinheira não gosta do que faz nem dos patrões que tem. Neste período a sociedade tinha hierarquias melhor definidas, onde as funções de cada indivíduo estavam bem organizadas e, como tal, para se chegar a cozinheira digna desse nome, começava-se por baixo e só com provas dadas de qualidades especiais é que se progredia. É o mesmo que se passa hoje com quem quer chegar a chef. E a mágoa que a cozinheira sentia por ver um prato por si confeccionado não ser apreciado, suspeito que é equivalente. A diferença é que na altura qualquer insatisfação por parte dos patrões podia dar motivo a despedimento e o medo dessa consequência e a resultante miséria fazia o empregado ralar-se mais. Também, os pobres trabalhavam muito e ganhavam pouco, não conseguindo nem sobre extrema poupança e  no final de suas vidas, juntar dinheiro suficiente para o que fosse. Hoje e graças a sindicatos e afins, é o oposto. Numa cozinha actual, o chef é a maior autoridade e é o único que se pode dar a ares de arrogância e prepotência, que pode humilhar e subjugar os subalternos e ganha balúrdios de dinheiro, não temendo tanto o despedimento, mas fazendo com que temam que se demita. Diferençazitas… enormes.  

Entre os retratos sociais, existe também uma descrição das mudanças tecnológicas e comportamentais. A electricidade que veio a substituir o gás na iluminação das casas, os fios que faziam campainhas tocar que passaram a ser eletricos e todas as regras domésticas, desde a forma como se deve manter e tratar de uma casa, aos empregados de que necessita, à limpeza das superfícies, ao engomar dos tecidos, à confecção da comida, à preparação da mesa ou das toilettes. Todas as funções serviçais estão ali retratadas com primor, não fossem estes os principais inspiradores que motivaram a criação desta notória série. 


No que respeita a comportamentos, Elizabeth, a filha do casal Bellamy, prepara-se para entrar na maioridade ao completar 21 anos. Julga-se, como habitualmente os jovens se julgam, mais liberal que os pais, mais certa das suas convicções. Mas é um exemplo raro de pedantismo disfarçado de revolucionarismo. Quer ser liberal, julga-se assim, pretende quebrar com as regras da sociedade, ser amiga dos empregados, mas acaba é fazendo uma grande confusão, existindo mesmo episódios em que destrata o semelhante e desrespeita os empregados tratando-os com petulância e altivez. Ela é tão rebelde que foge de casa para se juntar a um poeta recusando-se em reconhecer qualquer utilidade no casamento. Deixa de falar à mãe, revolta-se contra os pais, sem perceber que os faz sofrer.
Elizabeth mostra-se indiferente à filha
Acaba casada com o poeta revolucionário, mas a vida dá-lhe uma lição inesperada: afinal, o poeta revolucionário não é tanto assim, nem as coisas são tanto assim, nem ele é muito chegado a mulheres como aparentava. Elizabeth acaba por engravidar de um conhecido do marido, numa situação gerada com primazia, pois tem a cumplicidade dos três. Depois de ter a criança também não parece muito satisfeita com isso. Enfim, Elizabeth é como inicialmente retratei: uma personagem que como as outras tem muita profundidade, mas o mais interessante é que tenta ser o que não é e revolta-se contra os que supostamente são aquilo que considera errado, acabando por fazer o que critica.

Para não mais me alongar, resta revelar que esta encantadora e didáctica série durou cinco temporadas e se todas tiverem a mesma qualidade, é sem dúvida, uma série imperdível para qualquer apreciador de bons momentos televisivos. Em 2010 a BBC_one voltou a filmá-la, com novas personagens, ambientada no ano de 1936 mas situada no mesmo endereço Londrino: 165 Eaton Place.


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Quem é quem nas CASAs dos SEGREDOS



Onde já vi este antes? Há, pois foi...  :)


E porquê?
Cláudio e Jessica são os novos JoãoM e Fanny. Uma aproximação interesseira por jogo, ele de sexualidade dúbia a querer dormir na mesma cama e ela já a revelar um carácter para o ciumento na sua primeira prestação no confessionário. Ele confessou ser "um cubo de gelo, não me vais conseguir derreter. Sou bastante gelado" - palavras que também saíram da boca do efeminado JM. Ela por sua vez retorquiu: "Cala-te! Andas aí com todas. Não tens vergonha"! Veredicto dos dois quanto a um possível romance: "Somos só amigos".

(onde já se ouviu e viu isto antes, não é mesmo??)

Nuno é Teresa. Ainda  não se sabe bem o jogo dele, para já é simpático com todos tal como foi a estratégia de Teresa, dá-se com ambos os grupos e é todo charme para uma rapariga. Em comum têm também um segredo familiar de "coitadinho".

Wilson é Paulo - embora ainda seja cedo para se saber, tem já em comum com o concorrente achar-se o mais esperto de todos, não aguentar bem a pressão, ser algo intriguista e com postura de injustiçado, sempre analítico e exibe uma enorme adoração por si mesmo cada vez que leva dinheiro ao bolso.

Sandra é Cátia, tirando aquele gosto por homens, foi para o confessionário disposta a interpretar o papel cómico. Está disposta a transformar qualquer assunto em comédia e ansiosa por arranjar bordões e cair no gosto popular.

Mara é Daniela S.  -  embora seja ainda  cedo, ambas parecem ter em comum uma capacidade para manter a calma sobre pressão e uma capacidade de raciocínio inteligente.

Alexandra é Susana  - ainda não sei se é um zero à esquerda com as tarefas domésticas e se também faz  um escândalo quando parte uma unha, mas tem em comum com a antecessora a agressividade e a ver vamos se aquilo de querer dar-se bem com "ambos" os lados falando mal de uns e outros irá repetir-se. Em comum têm o ex-namorado na casa e tal como a antecessora, não quer mais saber do ex mas faz cenas de ciúmes. Insinua-se e está sempre atrás de atenção.

Ruben é Marco  -  tem a namorada na casa tal como o ex-concorrente, além de algumas parecenças. Ao contrário do outro diz que traiu a namorada, porém não parece ser verdade. No dia a dia é verbalmente agressivo com ela, o que o faz parecido com Marco. No confessionário pede desculpa e diz que não ouviu bem e como também já protagonizou uma cena de edredon, em comum tem também o sentido da frase: "O que conta não é a duração, interessa é a qualidade". :)

Hélio é Pedro, embora pareça mais jogador e mais inteligente, é também amigo dos amigos, tranquilo sem levantar polémicas e um bom comilão. Só não tem em comum o ter a namorada na casa (ainda bem!).

Petra é Sónia, porque está sempre insatisfeita e a refilar com  algo ou alguém, num tom de voz irritante. Parece pouco paciente e ferve com pouca água, o que é tão contraproducente com a profissão de professora de crianças!  :)

Bruno é a cara escarrapachada de Miguel. Sem tirar nem por. Ambos "se acham" o Tarzan da selva, uma bênção para as mulheres, grandes conquistadores e depois no confessionário não dão nada. Frase que revelaram ter em comum: "Tranquilo, tranquilo".  Brrrrr!!
Adivinho que terá e irá unir-se a Sandra para ter algum bom protagonismo e manter-se à tona.


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Ex Concorrentes da Casa dos Segredos2 falam da nova edição

Miguel Caleira, Daniela Pimenta e Marco Costa, que participaram na edição anterior da Casa dos Segredos, deram à Correio da Manhã TV a sua opinião sobre os concorrentes da nova edição do programa. Aqui fica o que disseram e vejam lá se não concluem o mesmo que eu...


 Miguel
"Já me disseram que estão a perder o interesse em Casa dos Segredos 3 porque a conversa dos concorrentes é sempre a mesma: as nomeações"

DanielaP
"Os concorrentes deviam divertir-se mais em vez de se preocuparem tanto com ciúmes e críticas"

Marco
"Estão muito focados no jogo. O casting foi bem feito e o programa está a ser engraçado"

Miguel
"O facto dos concorrentes levarem o jogo muito a sério faz perder o interesse. Eles já foram muito bem preparados para a casa. Começaram a formar grupos muito cedo e a estudar as nomeações logo na primeira semana, o que retira toda a espontaneidade".

DaniP
"Gosto do Hélio. Acho-lhe muita piada. Mas também gosto do Arnaldo, até porque o conheço"

Marco
"O Hélio pode ser vencedor. Mas há sempre os meninos bonitos que conquistam o público. E depois há o Cláudio, que é um rapaz à maneira e tem tanto homens como mulheres atrás dele!".


CONCLUSÕES:
Diz o roto para o nu ! No caso óbvio do Miguel - sempre a revelar uma dor de cotovelo desmesurável, critica nos outros aquilo que foi o seu comportamento dentro de casa. Para psicólogo não entende de nada. Acusa os actuais concorrentes de só pensarem em nomeações, de levarem o jogo muito a sério, de  irem muito bem preparados para a casa, de começarem a formar grupos muito cedo e a estudar as nomeações e que perdem a espontaneidade. Espontaneidade foi coisa que Miguel em quase 3 meses nunca mostrou! É preciso ser-se muito, mas muito fora da realidade para se criticar aquilo que foi o exemplo que também se deu. Lembram-se do quanto Miguel manipulou as nomeações desde o início, criando e batizando o grupo dos «puros» cuja prioridade foi iniciar uma cruzada contra o Marco usando uma concorrente como suposta justíssima indignação para escudo e arma de arremesso? Lembram-se de como se viu livre do Ricardo, usando e manipulando as parvas da Fanny e da Cátia e de como se fez por conveniência logo amiguinho da avantajada Susana para depois lhe ir contar usando as duas outras miúdas que Ricardo a nomeou? Miguel foi só jogo, desde o início, muito a sério e muito sujo. Nunca foi espontâneo em todo o tempo que permaneceu na casa e até as lágrimas que tentou soltar enquanto a revelação do seu segredo foram de crocodilo. Este não tem emenda, está perdido para o mundo.

No caso da DanielaP, continua igualzinha... Diz ela que os concorrentes deviam divertir-se mais ao invés de se preocuparem com os ciúmes e críticas mas o que vimos na casa com a sua participação foi uma concorrente caída pelos cantos e a fazer beicinho, sem levantar o cu para nada, até a comidinha tinha de lhe ser dada à boca. Fez birras e deu facadas nas costas dos verdadeiros amigos, unindo-se ao grupo dos puros por estar embeiçada pelo João Mota, a quem se tentou unir romanticamente logo ao segundo dia. Além de que ciúmes ela teve, mas não do namorado com quem entrou na casa. E para colmatar aponta Arnaldo como um possível vencedor, só porque "o conhece". Logo este, cujo perfil que se extrai do questionário parece indicar que se trata de um indivíduo pouco ou nada recomendável. 

E temos o Marco. Que acaba por dizer uma verdade e também de revelar que continua o mesmo Marquito. Dentro da casa e como concorrente ele ficava muitas vezes a pensar em quem recaia as preferências do público e porquê. Se elas iam mais para o «menino bonito», se para o «rapaz simples da terrinha». A verdade é que este é um raciocínio válido, uma vez que até hoje não tem falhado para definir o vencedor. E neste caso temos o Hélio como o tipo engraçado e não conflituoso cujo físico foge ao «gostosão» e faz mais o género «povo» - características que já trouxeram a vitória ao António, primeiro vencedor, embora no caso deste (e no caso do vencedor seguinte) só mesmo o exterior correspondesse ao respectivo imaginário.

Vimos também vencer o «rostinho bonitinho» que agrada tanto a «menino como a menina» -  o do JM, que ocultava uma alma negra e venenosa, mas cuja dualidade sexual e rostinho foi um trunfo. JM foi o tipo mais gay do concurso, que já no vídeo de introdução disse saber agradar ao sexo oposto e usou isso e outros truques baixos para se manter na final e com apenas uns beijinhos de «amizade» dados à socapa à DaniP com o intuito de escapar a uma nomeação, conseguiu ainda colocar na berlinda o concorrente que todos na casa achavam ser o mais forte: JJ, que para cúmulo da injustiça moral a tinha salvo na nomeação anterior e revelava sentir autêntica amizade e admiração por ela. Recompensa? Pimba! Toma lá a facada. E porquê fez ela isso? Porque é tão fácil quanto isso manipular mulheres, ainda mais uma eternamente carente e frustrada DaniP que, volta e meia, lá lançava sorrisinhos e contentava-se com umas lasquinhas. JoãoM sabia que tinha ali um trunfo para usar mais para o final do programa, quando realmente precisasse. E a sonsa que apregoava que a amizade era mais importante que jogo nem pestanejou duas vezes e traiu JJ, Daniela Simões e Marco. Fanny não era diferente na utilidade e cá está o que temos visto: mulheres só servem como muletas para a escalagem dos rapazes até à final.

Perante o que já se viu ser a preferência dos portugueses por vencedores, no resumo de ontem Cláudio (suposto bissexual mas já confirmado como homossexual) foi acordado no quarto para ir «cumprimentar» a concorrente Jéssica que andava a pensar nos seus atributos físicos. Ele deixa-se acordar, levanta-se, sai do quarto, entra no outro quarto, chega-se à beira, dá-lhe um beijinho de boa noite, ela derrete-se toda, abraça-o, ele larga-a e vai-se embora de volta para o sono que devia ser o que mais lhe apetecia no momento e pronto. A concorrente ainda coloca no ar se a intenção do Cláudio (que ninguém sabe ainda que é homossexual) é dar uma de João Mota. Olha, querida, bem pode ser! Bem pode ser... Querer algo contigo é que ele não quer e não é por gostar de homens (é sim). É porque está a jogar, e joga com a cabeça. As miúdas dos realitty show nunca jogam com a cabeça e quase sempre se deixam facilmente manipular pelas emoções (basta um beijinho choco na testa e um simplório elogio). Nem sei porquê concorrem. 

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Qual o concorrente que mais desagrada após o final do Secret Story2?


Qual o concorrente que mais desagrada após o final do Secret Story2?




A sondagem fechou e os resultados são já conhecidos. Os concorrentes que os portugueses menos gostam após o final da Casa dos Segredos 2 são JOÃO MOTA e FANNY! Um empate.

Pessoalmente e tendo-me abstido de votar, gostei do resultado.
Não podia ser mais justo.


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Segredos dos concorrentes da CASA DOS SEGREDOS 3 TODOS revelados


Que seca que me propus tentar fazer agora.
Mas para benefício dos leitores que aqui vierem parar no intuito de encontrar informações sobre o programa CASA DOS SEGREDOS 3 vou contar os segredos de TODOS os 23 concorrentes.

Como é de conhecimento público, um hacker acedeu aos questionários de alguns participantes. Por exclusão de partes vou ver se dá para desvendar os 18 segredos. (Depois uma qualquer revista cor-de-rosa pode fazer copy-paste e vender muitos números, ok?  :P )




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Possível questionário de admissão para CASA DOS SEGREDOS FAMOSOS

HIPOTÉTICO QUESTIONÁRIO DE ADESÃO PARA CASA DOS SEGREDOS FAMOSOS


Perguntas:
Nome....
Idade...
BI....
(...)

ANÓNIMOS dos quais é dependente:
Resposta hipotética: a Maria cozinheira, o jarbas motorista, a Beatriz da lavandaria, A Antónia passadeira, a Carla empregada doméstica, a Helsa cabeleireira, a Luísa pedicure e manicure, a Clotilde esteticista, o Dr. Filipe Martins nutricionista, o Gerson personal trainner, o Dr. Carlos Eduardo, advogado, o Dr. Bunda para Cima cirurgião plástico, o António veterinário, o Vitor fotógrafo e o Manel jornalista das cosquices

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Casa dos segredos 3 - considerações


Não pretendo seguir esta edição do reality show e até me aborrece o tempo de antena maçudo que ocupa mas à falta de melhor e para entreter no background enquanto uma pessoa se dedica a outras tarefas, por um bocado de tempo, é tolerável.

 Observei o seguinte: 


 Um aspecto positivo mas a ver como resulta é que a produção apostou na interactividade e criou a possibilidade de alguém anónimo no público "dar a cara" para opinar. Ou seja: é quase um desafio e uma provocação aos muitos «treinadores de bancada» que, atrás de um computador, são capazes de dizer tudo e mais alguma coisa, inclusive se julgam donos de uma capacidade superior para produzir o programa. Em alguns casos deve ser verdade mas isso agora não importa nada. O interessante é que o desafio foi feito e alguém vai sentar-se na cadeira rosa no estúdio durante as galas com o propósito de dar o seu parecer e ser «interrogado» pela Teresa/Júlia Guilherme. Nem que esse alguém tenha de ser arranjado pela produção   -  acção que julgo vir a ser desnecessária. 

A coisa pode funcionar bem, ou mal. Se a cadeira for ocupada por familiares de concorrentes ou fãs de um determinado concorrente, vira propaganda sem muito nexo. Mas num programa onde se quer é opiniões polémicas, contraditórias e muito barulho, qualquer "doidinho" que ali aparecer é bem vindo.  Não pode é falar calmamente como  se estivesse num seminário sobre o pão com sal e sem sal...  :)

Foi assim que a primeira concorrente a sair da casa pareceu comunicar.  Mas que segredo poderá ela ter de interessante para ter sido seleccionada? Afinal, aquela lerdeza aparente com que chegou ao estúdio, apenas ENCOLHENDO OS OMBROS como resposta a uma daquelas perguntas insonsas da Iva Domingues demonstra o tão despreparada que está para o universo artístico e mediático. Quando em  TELEVISÃO, o SOM é rei. Numa entrevista não se responde encolhendo os ombros, é necessário SOM, cuja ausência em momentos de pausa com 4 segundos parecem uma eternidade!  Não seria decerto este o perfil escolhido para uma concorrente portanto, aguardo um segredo bombástico, ou perde piada.  (PS: vou arriscar no: fui abandonada pela mamãe no dia em que fiz 12 anos)

E por falar em piada... ELAS (as concorrentes) entram princesas mas no dia seguinte surgem bruxas! Hoje juro que vi lá uma Fanny, tal era o aspecto da moça e do seu cabelo louro esbranquiçado com castanho original perceptível e um desleixo "à lá esfregona" da Fanny!


Pelo que percebi, os/as «sem sal» vão já dali para fora
Quem vota nisto continuam a ser os mais interessados, não o público anónimo mas aqueles que têm conhecidos e família lá dentro. Quanto à legitimidade dos resultados, as edições anteriores foram tão polémicas que não acredito na autenticidade dos votos até porque isto na TV costuma mesmo ser manipulado.

Acredito que a força do reality show vai perder-se. Não há outro tão forte mas tudo se esgota e para mim isso parece já se notar nesta edição. A segunda foi muito especial por marcar o regresso de Teresa Guilherme. Mas a coisa da TG é que matamos saudades logo à primeira. Vê-la «disparar» perguntas a totós no confessionário que não sabem responder e não dão conversa alguma é deprimente. E para depressão já bastam os problemas do país.


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Mister ED - a horse is a horse, of course, of course!



No final dos anos 80 ou início dos anos 90 tive o privilégio de assistir a uma comédia americana de sucesso de nome Mr. Ed. A passar a preto e branco na minha televisão a cores e feita entre 1961 e 1966, não recordo se a vi por ter sido transmitida na excelente RTP2 ou se foi num dos canais estrangeiros que tantas sitcoms me apresentaram, às quais tinha acesso por ter na altura televisão via antena parabólica. 

Entre a televisão de dois canais do Estado e o aparecimento dos canais Privados de televisão em 1992/93, existiu um período de televisão por satélite que facultou a muitos cidadãos o acesso a outros programas, noutras línguas e sem legendas, claro está.

Um desses deve ter sido Mister ED. A história é básica mas nem por isso deixa de manter o interesse e de estar minada de situações caricatas, críticas e bons diálogos. Mr Ed. é um cavalo. Mas não um cavalo comum, uma vez que ele… FALA! Isso é explicado logo no genérico/abertura onde, apenas com dois planos (!) a cabeça de Mr. Ed surge na imagem, abre a portinhola do estábulo e diz, movendo os lábios: “Olá! Chamo-me Mr. Ed”. 


É aqui que entra o jingle e surge a cativante letra que ainda hoje ressoa na minha memória: “A horse is a horse, of course, of course, and no one can talk to a horse, of corse. There is, of course, unless the horse is the famous Mr. Ed! Go right to the source and ask the horse, he'll give you the answer that you endorse, he's always on a steady course, talk to Mr. Ed".  . ....ED
Ed a ler as notícias
Gostava de poder rever esta série. Provavelmente não teria o impacto de então mas certamente que ainda lhe encontraria os mesmos atractivos. Entre algumas gargalhadas e algumas interrogações do estilo “como fizeram isto?”, acho que um episódio de Mr. Ed ainda chega ao fim deixando o espectador feliz e entretido. O cavalo-falante (Ed) só falava com Wilbour (Alan Young), seu proprietário que o encontrou no estábulo quando comprou a casa. Para todos os restantes ele era um cavalo comum, mas para Wilbour ele era um animal com gostos e problemas muito humanos. Mr. Ed gostava de assistir televisão, queria apaixonar-se, partir em aventuras, etc… Precisava mesmo rever algumas cenas que me escapam à memória. Uma que tenho na cabeça devo-o a um documentário onde surge Clint Eastwood a participar na série. Eis um trecho da série Mr. Ed (com Clint Eastwood, a quem alguns cibernautas encontraram uma incrível semelhança com Hugh Jackman como Wolverine em X-Men). . ED
ED . *  *  * * * *  * MR. ED  * * * * * *  *
Trivia
1* Inicialmente a boca do cavalo era posta a mexer recorrendo a fios de nylon. Com o tempo e já na segunda temporada, “Ed” (Bamboo Harvester) aprendeu a mexer os lábios sozinho, bastando para isso que o actor com quem contracenava (Alan Young) parasse de dizer as suas falas. 
«Como humanos, Alan Young e Connie Hines,
que faz de sua esposa, têm de estudar o guião»
Bamboo Harvester morreu aquando reformado, após lhe ter sido erradamente administrado um tranquilizante. É atribuída a identidade de “Ed” à morte posterior de um outro cavalo, o que fez as fotos de estúdio para os posters para a série mas, de acordo com Alan Young, o cavalo «actor» não era esse. .
2* Uma das mais-valias da série é, sem dúvida, o facto do cavalo Ed falar. Claro está, podiam recorrer a truques para fazer o cavalo mexer os lábios mas dar-lhe voz, isso é que não… Foi preciso usar a de uma pessoa para se escutar o cavalo. Essa pessoa foi o actor Allan Lane. Estranhamente e só podia acontecer nesse tempo, o actor JAMAIS viu o seu nome na ficha técnica. Na realidade, nem o “cavalo-actor” Bamboo Harvester (Mr. Ed) recebeu reconhecimento, uma vez que o seu nome não surge no genérico. Detalhes que hoje recebem especial atenção, para que ninguém envolvido num projecto criativo se sinta excluído dos agradecimentos.  

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Competente e DESCARADA - é para rir à GARGALHADA!


Para quem tiver oportunidade aconselho vivamente que veja em DVD a série “Competente e descarada”. Revê-la hoje foi uma agradável surpresa. No seu título original, “The Nanny” foi uma série americana feita entre 1993 e 1999 e protagonizada por Fran Drescher, dona de uma voz peculiar, à qual fez bom uso.

Quando esta série passou na RTP era ainda uma criança e lembrava-me apenas que a história girava em torno de uma mulher sexy e desbocada que virava ama dos três filhos de um rico viúvo inglês, pelo que a imaginava infantil. Nada disso! A sua veia cómica extremamente aguçada e adulta tinha sido esquecida. Na realidade em todos os capítulos percebe-se que o guião é repleto de tiradas humorísticas, umas atrás de outras, praticamente sem parar e o humor das personagens é simultaneamente intelectual e físico.

Como esquecer o sarcástico modormo Niles com as suas tiradas mundanas para o patrão Maxwell Sheffield e para com a mal amada CC Babcock? Ou Miss Fine (Fran Drescher) na eterna busca de um marido com a cumplicidade da sua mãe e avó, dentro da comunidade judia? Toda a série é boa de assistir. Quem poder rever, não perca a oportunidade e não deixe escapar a 2ª temporada, muito boa para gostosas risadas. A série contou também com diversas participações de celebridades, sem as colocar, como por vezes acontece, no ridículo. Vá conferir.

Mas existem mais curiosidades que importam mencionar. A primeira de todas é que a série foi escrita e produzida pela protagonista Fran Drescher, juntamente com o seu marido Peter. Não é há toa que nos créditos finais a imagem que ilustra o nome da produtora é o desenho de dois namorados sentados na cama que se beijam e de seguida as luzes se apagam… Os dois eram um casal desde que se conheceram com 15 anos na escola secundária e mantiveram-se juntos desde então. Para quem interpretava uma solteirona desesperada por encontrar o homem ideal e casar, este não era decerto o caso de Drescher. Porém, toda a história da série é baseada na vida real da actriz e no que observou nas pessoas com que privou e cresceu. Tanto assim o é que acabou por dar às personagens os nomes reais dos seus familiares mais próximos. A mãe Sylvia, a avó Yeda… tudo como na vida real. Até o seu cachorrinho Chester ganhou um papel na trama, sendo protagonizado pelo próprio.

Outro detalhe interessante é que o seu par romântico, o actor Charles Shaughnessy, que interpretou o viúvo Maxwell, também era casado desde 1983 com aquela que ainda hoje é sua esposa, a actriz Susan Fallender e já tinham dois filhos. Casaram sendo ela de família judia e ele de uma católica… tal como na série! A única diferença é que eram pobres para caraças e Shaughnessy ganhava a vida de vendas por telefone, depois de trabalho de escritório, dormido num quarto na casa dos sogros... Portanto, temos aqui dois indivíduos com casamentos sólidos que interpretaram no ecrã uma dupla romântica que para alguns foi a mais fogosa da televisão da década de 90.


É sabido que toda a equipa gostou muito do projecto, todos os actores se intricaram muito bem e acho que isso percebe-se no produto final. Não existem histórias de bastidores, polémicas ou reportados conflitos, nem com os actores veteranos nem com os adolescentes...

A série original terminou em 1999, foi exibida em cerca de 80 países e também reformulada noutros, estando actualmente a rede Band, no Brasil, a preparar uma versão própria. Quis saber o que todos aqueles artistas que ali revelaram um bruto talento andavam hoje a fazer. Entristeço-me quando vejo bons actores “desaparecer” da TV sem voltarem a ter alguma espécie de maior protagonismo, algo proporcional ao talento que lhes identificamos. No caso da sitcom “Nanny”, todos estão ainda no activo, embora Lauren Lane (que fez CC) se dedique mais ao ensino. 

Shaughnessy (Maxwell), descendente de uma família de artistas (pai guionista, mãe actriz, irmão actor, produtor e realizador) tem também o título de Barão, algo que remota ao seu bisavó Thomas, que foi presidente dos Caminhos de Ferro Canadianos e presentemente regressou à personagem que primeiro o celebrizou na TV: Shane Donovan na TV soap “The days of our lifes” (1965 até o presente), uma espécie de telenovela sem fim, do género Dallas.  


Daniel Davis (Niles) continua a representar papéis em televisão e mais recorrentemente no teatro. Muitos achavam que o seu sotaque britânico na série era autêntico, mas para o actor natural de Arkansas, Estados Unidos, experiente em interpretar Shakespeare, o desafio foi superado com sucesso. Uma das cenas mais emblemáticas da sua personagem é quando se vê sozinho na mansão e dá para se inspirar numa cena de um filme... sendo apanhado por CC Babcock! Hilariante!! Faz parte da temporada dois da série. 

Cena da 3ª temporada
Outra curiosidade sobre os artistas que fizeram parte desta fantástica sitcom diz respeito à vida pessoal de Descher. Depois da série terminar parece que a vida quis imitar a ficção e Fran acabou por se divorciar do marido, que havia descoberto com surpresa para si mesmo que era homossexual. Fran é também uma sobrevivente de cancro do útero, doença que lhe foi diagnosticada logo de seguida. Ela e o ex-marido continuam amigos e unidos. Se a série “The Nanny” foi criada pelos dois a partir das suas experiências de vida em comum, a nova série de Descher, Happily Divorced”, segue o mesmo caminho. A história remete para um casal que se separou ao fim de anos de união. Ela volta aos namoros e a história centra-se na sua nova vida como solteira e como amiga do seu ex-marido e do namorado fixo deste. Nisto tudo, tem também a família, claro…



Todos estes artistas estão hoje 13 anos mais velhos, o que é verdadeiramente um choque visual, mas é a vida. Os miúdos estão crescidos, coisa que já deu para perceber a meio das temporadas para o final. O talentoso Benjamim Salisbury (menino Brighton) tem semelhanças com o príncipe William: é casado e apresenta um problema de calvice. 

Madeline Zyma com Charles e Fran
A actriz que fez a pequena Gracie (Madeline Zyma) é hoje a mais alta do elenco! Recentemente voltou à ribalta da TV com uma personagem sexualmente muito sabida na série “Californication”. Ao ver a apresentação do episódio de estreia, Charles Shaughnessy, que fez de pai da então pequena menina de 10 anos, afirmou: “A culpa é de Miss. Fine!”  -  muito humorístico   ;)



Publico de seguida uns vídeos com os actores a falar da série e de como foi para eles fazer parte da mesma. Não deixe de espreitar! Rir faz bem ao coração e com “Competente e Descarada” a gargalhada é garantida! 



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Junho: Chegou a programação da estupidificação

Parece que é oficial: o Verão vem aí.
E as estações de televisão já anunciam as "grandes novidades" para o mês de Junho.




O Canal Hollywood é para DESLIGAR. Filmes de "gajas e gajos". Será que pensam que é assim que conseguem público? Dão destaque àquela coisa inenarrável que é o filme Sexo e a Cidade e a um outro sobre futebol, gajos em balneários ou a correr atrás de uma bola.... Big bahhhh! E culminam esta "promoção" com a imagem de uma bola de futebol a ser travada por um pé com saltos altos. Que originalidade. Avizinham-se BELAS BOSTAS na TV para o mês de Junho. E tudo começa já a ser anunciado...

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A Tua Cara Não me é Estranha (by TVGuia nº1731)

"A Tua Cara Não me é Estranha" é o novo sucesso da TV. A ir para o ar Domingo à noite na TVI, o programa recorre não a ANÓNIMOS para fazer imitações de artistas (leia-se cantores) mas a rostos conhecidos do grande público.


Até aqui nada de novo. Há muito tempo que a Televisão revelou instintos canibais, sobrevivendo por se alimentar recorrendo aos próprios recursos. O público, esse, já só fica em casa... a ver e a criticar. Matam-se assim dois coelhos numa cajadada só: a curiosidade interminável das massas (onde se incluem muitas celebridades) pela vida das estrelas e a "fome" desenfreada dos artistas por atenção e satisfação do ego.

Neste programa basta olhar para a plateia e é vê-los (às celebridades) a alinharem-se em filas de espera, já a sonhar com o estar também ali, debaixo das luzes dos holofotes.

Mas o SUCESSO de "A Tua Cara não me é Estranha" não está nesta fórmula. O que distingue este programa de outros é que tudo é feito com HUMOR. Ali contam-se piadas, ninguém é excessivamente sério, nem o júri, nem os concorrentes, nem os apresentadores. Existem  improvisos e todos estão à vontade para dizer o que quiserem e como quiserem. É como estar a conversar com a família em casa. Sempre surgem piadas em que todos riem e que no decorrer do dia ainda originam outras piadas. Tudo é informal e reina a boa disposição. Assim é o programa. E é por esta razão que faz sucesso. Merece, por isso, ser designado por programa de puro entretenimento.


CARIDADE
Falando de outro aspecto do programa: como muitos do seu género, este também não põe os famosos em competição entre si. Seria muita falta de tacto. Eles sobem ao palco para imitar outro artista e são pagos para isso, mas o que ganham verdadeiramente é uma oportunidade única de projecção da sua imagem aliada à possibilidade de duplicar ou triplicar convites de mais trabalho. Quanto ao prémio do concurso em si, em cada edição este reverte a favor de uma instituição à escolha do artista. Nunca se sabe bem em que consiste ou em quanto consistem estes prémios, porque não se desenvolve quase nada essa parte do programa (que supostamente devia dar o MOTE à sua existência) e até é nessa altura, na entrega do prémio a uma instituição à escolha, que os apresentadores relembram os concorrentes que "têm de se despachar" porque "não têm mais tempo". Sobre os prémios, geralmente sabe-se simplesmente que "revertem para...".  E assim se tem safado a televisão, sempre.

Neste caso, o valor da doação é apenas de 1000€. Sei-o porque me concentrei no cartão que os concorrentes seguram em mãos e pareceu-me ser esse o montante impresso. Uma quantia que me parece sempre muito pobre para qualquer programa de TV, ainda mais um que beneficia de chamadas de valor acrescentado. Bem sei que mais vale algum do que nenhum e toda a ajuda é bem vinda, mas a "caridade" em programas de TV é mais um pretexto que um objectivo.

IMAGEM
Claro que o que se deseja projectar quando se faz qualquer programa que «visa» ser para caridade (sabemos muito bem que não é por isso que se faz TV), é que reina a harmonia entre todos os participantes. Falo de todos mesmo: desde a produtora, à estação de televisão, ao júri, aos concorrentes até aos profissionais que estão ali a ensinar como se chega a uma imitação perfeita (CC). Num programa de CARIDADE  não existe competição. Nenhum famoso está ali a competir com outro... seria escandaloso. Ou será que está?

Claro que estão.

Se o próprio júri e os apresentadores usam adjectivos como "vencedor" para avaliar a prestação dos artistas, então deitam por terra o conceito de «não competividade» que devia ser o do programa. Para existir um vencedor, têm de existir perdedores. A palavra em si já remete o espírito dos participantes para a competição. Acredito que nem todos ali se deixem levar por essa emoção primária, mas são poucas as pessoas que se encontram verdadeiramente evoluídas nesse sentido. Certamente, muitas outras não sabem erradicar a competividade da sua pessoa. E com esta vem a inveja, a maldade, a maledicência...


UM EXEMPLO
Segundo a capa da revista TVGuia desta semana (nº 1731), uma das participantes - a cantora Romana, anda com problemas pessoais e familiares (quem não os tem?) e também tem problemas com o programa. aparentemente, decidiu trazer estes últimos a praça pública.

Vem escrito na capa da citada revista chamadas de atenção como «os ataques do júri», «a loucura por João P. Rodrigues» e como isso afecta a concorrente e, para colmatar surge entre aspas, no que supostamente deve de ser uma sua citação, esta pérola: "Isto já está feito para alguém ganhar".

Eu bem sei que não se deve acreditar em tudo o que as revistas escrevem. Principalmente capas e em particular nestes últimos tempos, a TVGuia... Mas às vezes, no meio de invenções aparecem algumas  verdades. E se formos a levar em consideração o comportamento da claque de apoio da Romana durante as considerações do júri Luís Jardim, que começa logo a vaiar o que o homem diz à mínima crítica aparentemente não-positiva e a expressão da própria Romana, que faz a vaia «a brincar», há que pressentir aqui uma pontinha de verdade.

Ler esta capa deixou-me triste. Ali escarrapachado vem a Romana que conheci no BBFamosos. Uma miúda que se aliava aos de pior índole, revoltada, a arquitectar jogadas para prejudicar terceiros, cheia de lamurias e a se vitimizar sempre. Eu queria apreciar a artista de valor que ela é pela voz que tem e sempre teve, mas a pessoa por detrás da poderosa voz não parece tão bonita quanto isso. Claro que  estou a fazer a MINHA apreciação pessoal no meu blogue e ainda não fui espreitar o interior da revista, porque nem quero me debruçar muito sobre este assunto. Mas este é um OUTRO LADO do programa, o lado da FAMA e da INTRIGA, que também tem aqui lugar.

Pobre João Paulo Rodrigues que aparece na capa da TVGuia só para ilustrar uma calúnia... Ele que não tinha até agora provado do fel da celebridade, pode ficar com a cabeça a prémio, se não se pôr à cautela... :)
Até parece que ter talento é crime. Não é, mas a inveja que desperta pode ser muito nefasta. Como disse o António Sala, o imenso talento do João Paulo Rodrigues aliada à surpresa que foi para todos descobri-lo, fá-lo parecer um grande «chato», de tão bom que é.

Acredito que este participante, assim como a Maria João Abreu, o Toy, o Mico, o Vintém e também a Sónia Brazão, sabem estar ali para tirar o melhor proveito da experiência e dar o seu melhor, sem deixar que sentimentos de inveja e ambição interfiram no relacionamento com os restantes. Mas outros criaram demasiadas expectativas. Vêem o programa como uma rampa de lançamento ou recauchutagem, querem ser conhecidas e elogiadas, querem mudar o rumo da vida e vêem em tudo isto um último grande recurso imposto até pela idade e é bom que não se atravessem à frente. Ao tomarem a coisa de forma tão pessoal, estragam tudo.


No somar de tudo, o resultado de "A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA" é uma noite de pura diversão. Com ele dou umas valentes gargalhadas, muito à pala do Sala, do Zé, do Luís, do JPR, do Mico, do Toy e da Maria João, pessoas que sabem fazer chalaças e ter humor.

E a humildade marcante de alguns é um refresco para quem quer acreditar que o mundo é melhor do que às vezes parece ser.

 a fazer imitações dede músicas feitas, não por ANÓNIMOS, mas por caras conhecidas do público, que passa aos Domingos à noite na TVI,  é puro entretenimento.  entretenimento


É a mesma Romana: sempre aliada às más pesssoas. Uma que estava pronta e mais do que ávida para esquecer mas que surge ali escarrapachada na primeira página da revista TVGuia desta semana.
Bastidores de amizade o tretas.

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Reportagem sobre Mariana Monteiro e João Mota




Aproveitem! Não é todos os dias... loool ;)


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A Tua Cara Não me é Estranha

"A Tua Cara Não me é Estranha" é o novo sucesso da TV. A ir para o ar Domingo à noite na TVI, o programa recorre não a ANÓNIMOS para fazer imitações de artistas (leia-se cantores) mas a rostos conhecidos do grande público.

Até aqui nada de novo. Há muito tempo que a Televisão revelou instintos canibais, sobrevivendo por se alimentar recorrendo aos próprios recursos. O público, esse, já só fica em casa... a ver e a criticar. Matam-se assim dois coelhos numa cajadada só: a curiosidade interminável das massas (onde se incluem muitas celebridades) pela vida das estrelas e a "fome" desenfreada dos artistas por atenção e satisfação do ego.

Neste programa basta olhar para a plateia e é vê-los (às celebridades) a alinharem-se em filas de espera, já a sonhar com o estar também ali, debaixo das luzes dos holofotes.

Mas o SUCESSO de "A Tua Cara não me é Estranha" não está nesta fórmula. O que distingue este programa de outros é que tudo é feito com HUMOR. Ali contam-se piadas, ninguém é excessivamente sério, nem o júri, nem os concorrentes, nem os apresentadores. Existem  improvisos e todos estão à vontade para dizer o que quiserem e como quiserem. É como estar a conversar com a família em casa. Sempre surgem piadas em que todos riem e que no decorrer do dia ainda originam outras piadas. Tudo é informal e reina a boa disposição. Assim é o programa. E é por esta razão que faz sucesso. Merece, por isso, ser designado por programa de puro entretenimento.


CARIDADE
Falando de outro aspecto do programa: como muitos do seu género, este também não põe os famosos em competição entre si. Seria muita falta de tacto. Eles sobem ao palco para imitar outro artista e são pagos para isso, mas o que ganham verdadeiramente é uma oportunidade única de projecção da sua imagem aliada à possibilidade de duplicar ou triplicar convites de mais trabalho. Quanto ao prémio do concurso em si, em cada edição este reverte a favor de uma instituição à escolha do artista. Nunca se sabe bem em que consiste ou em quanto consistem estes prémios, porque não se desenvolve quase nada essa parte do programa (que supostamente devia dar o MOTE à sua existência) e até é nessa altura, na entrega do prémio a uma instituição à escolha, que os apresentadores relembram os concorrentes que "têm de se despachar" porque "não têm mais tempo". Sobre os prémios, geralmente sabe-se simplesmente que "revertem para...".  E assim se tem safado a televisão, sempre.

Neste caso, o valor da doação é apenas de 1000€. Sei-o porque me concentrei no cartão que os concorrentes seguram em mãos e pareceu-me ser esse o montante impresso. Uma quantia que me parece sempre muito pobre para qualquer programa de TV, ainda mais um que beneficia de chamadas de valor acrescentado. Bem sei que mais vale algum do que nenhum e toda a ajuda é bem vinda, mas a "caridade" em programas de TV é mais um pretexto que um objectivo.


IMAGEM
Claro que o que se deseja projectar quando se faz qualquer programa que «visa» ser para caridade (sabemos muito bem que não é por isso que se faz TV), é que reina a harmonia entre todos os participantes. Falo de todos mesmo: desde a produtora, à estação de televisão, ao júri, aos concorrentes até aos profissionais que estão ali a ensinar como se chega a uma imitação perfeita (CC). Num programa de CARIDADE não existe competição. Nenhum famoso está ali a competir com outro... seria escandaloso. Ou será que está?

Claro que estão.

Se o próprio júri e os apresentadores usam adjectivos como "vencedor" para avaliar a prestação dos artistas, então deitam por terra o conceito de «não competividade» que devia ser o do programa. Para existir um vencedor, têm de existir perdedores. A palavra em si já remete o espírito dos participantes para a competição. Acredito que nem todos ali se deixem levar por essa emoção primária, mas são poucas as pessoas que se encontram verdadeiramente evoluídas nesse sentido. Certamente, muitas outras não sabem erradicar a competividade da sua pessoa. E com esta vem a inveja, a maldade, a maledicência...


UM EXEMPLO
Segundo a capa da revista TVGuia desta semana (nº 1731), uma das participantes - a cantora Romana, anda com problemas pessoais e familiares (quem não os tem?) e também tem problemas com o programa. aparentemente, decidiu trazer estes últimos a praça pública.

Vem escrito na capa da citada revista chamadas de atenção como «os ataques do júri», «a loucura por João P. Rodrigues» e como isso afecta a concorrente e, para colmatar surge entre aspas, no que supostamente deve de ser uma sua citação, esta pérola: "Isto já está feito para alguém ganhar".

Eu bem sei que não se deve acreditar em tudo o que as revistas escrevem. Principalmente capas e em particular nestes últimos tempos, a TVGuia... Mas às vezes, no meio de invenções aparecem algumas verdades. E se formos a levar em consideração o comportamento da claque de apoio da Romana durante as considerações do júri Luís Jardim, que começa logo a vaiar o que o homem diz à mínima crítica aparentemente não-positiva e a expressão da própria Romana, que faz a vaia «a brincar», há que pressentir aqui uma pontinha de verdade.

Ler esta capa deixou-me triste. Ali escarrapachado vem a Romana que conheci no BBFamosos. Uma miúda que se aliava aos de pior índole, revoltada, a arquitectar jogadas para prejudicar terceiros, cheia de lamurias e a se vitimizar. Eu queria apreciar a artista de valor que ela é pela voz que tem e sempre teve, mas a pessoa por detrás da poderosa voz não parece tão bonita quanto isso. Claro que  estou a fazer a MINHA apreciação pessoal no meu blogue e ainda não fui espreitar o interior da revista, porque nem quero me debruçar muito sobre este assunto. Mas este é um OUTRO LADO do programa, o lado da FAMA e da INTRIGA, que também tem aqui lugar.

Pobre João Paulo Rodrigues que aparece na capa da TVGuia só para ilustrar uma calúnia... Ele que não tinha até agora provado do fel da celebridade, pode ficar com a cabeça a prémio, se não se pôr à cautela... :)
Até parece que ter talento é crime. Não é, mas a inveja que desperta pode ser muito nefasta. Como disse o António Sala, o imenso talento do João Paulo Rodrigues aliada à surpresa que foi para todos descobri-lo, fá-lo parecer um grande «chato», de tão bom que é.

A humildade que se observa mais natural em alguns destes artistas é um refresco para a alma. Acredito que o João Paulo Rodrigues (JPR), assim como a Maria João Abreu, o Toy, o Mico, o Vintém e também a Sónia Brazão, sabem estar ali para tirar o melhor proveito da experiência e dar o seu melhor, sem deixar que sentimentos de inveja e ambição interfiram no relacionamento com os restantes. Não se devem criar demasiadas expectativas numa participação em televisão. Alguns vêem o programa como uma rampa de lançamento ou recauchutagem, querem ser conhecidas e elogiadas, querem mudar o rumo da vida e vêem em tudo isto um último grande recurso imposto até pela idade e é bom que não se atravessem à frente. Ao tomarem a coisa tão pessoal, estragam tudo.


No somar de tudo, o resultado de "A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA" é uma noite de pura diversão. Com ele dou umas valentes gargalhadas, muito à pala do Sala, do Zé, do Luís, do JPR, do Mico, do Toy e da Maria João, pessoas que sabem fazer chalaças e ter humor. 

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Segurança NACIONAL

Mais, mais, mais!!
É assim que o espectador fica após terminar outro episódio da série “Segurança Nacional” (Homeland no original).

A passar no canal Fox desde 16 de Janeiro deste ano, vale cada um dos 45 minutos que está no ar. Premiada com um Golden Globe, aborda a luta contra o terrorismo numa perspectiva que foge à tradicional dicotomia «o bom e o vilão». Se a história fosse linear, certamente que cansava o espectador.  Este não é mais tão desconhecedor das realidades do terrorismo.

Esta série conta com prestações magníficas, onde se destaca a actriz Claire Danes, intérprete da agente da C.I.A. Carrie Mathinson, uma mulher brilhante com um instinto certeiro e que, ao mesmo tempo que luta contra o terrorismo com uma entrega total e invencível, luta também contra a sua condição de doente bipolar. Doença que, se descoberta, a impede de imediato de exercer funções na C.I.A.

Carrie trabalha para anular as acções e capturar o terrorista da Al-Qaeda, Abdur Nazir. Após 7 anos sem qualquer informação sobre as suas actividades, eis que Carrie consegue uma pista através de um prisioneiro Israelita: “Um prisioneiro de guerra Americano foi convertido”.

É então que um soldado considerado morto no Iraque regressa à América após 8 anos de clausura e tortura. O seu nome é Nicholas Brody (Damian Lewis), que rapidamente ascende ao papel de Herói Nacional. Carrie pressente que este é o soldado convertido em terrorista e procura convencer os seus superiores da suprema necessidade em manter Brody sobre vigilância constante, mas estes não concordam. Dedicada como só ela, Carrie ignora as ordens e segue o seu instinto, conseguindo convencer dois dos seus melhores amigos a ajudarem-na a instalar câmaras de vigilância na casa da família de BrodyEvidenciando compreensíveis sinais de desajustamento, Brody não consegue relacionar-se com os dois filhos, que estão agora mais crescidos, nem com a esposa Jessica, que durante os 8 anos em que o deram como morto manteve a crença de que ele estava vivo, embora tivesse recentemente encontrado o amor nos braços de um dos melhores amigos de Brody.



Será que Brody foi recrutado por Abnur Nazir e planeia um ataque terrorista contra a América? As suspeitas intensificam-se e o espectador começa a conhecer partes da sua história através dos flash-backs da personagem. Brody recorda a tortura por que passou, esconde que foi obrigado a matar à porrada um seu companheiro e esconde também uma profunda gratidão que não tem como não sentir por… Abnur Nazir! Brody estava por demais humilhado e maltratado e bastou este lhe estender a mão e o tratar como um ser-humano para Brody voltar a acreditar que o era. Afinal, Brody e Nazir são próximos! Mais do que se imagina…

Quanto tudo parece indicar que o terrorista convertido é afinal, nem mais nem menos do que Brody, descobre-se que o soldado dado como morto e que Brody matou à pancada, afinal está vivo e é ele o terrorista! Mas Carrie suspeita que algo não bate certo e começa uma investigação frenética a todas as actividades de Abnur Nazir, crente de que lhe escapou alguma coisa…

Ela sabe que sempre teve razão!

A primeira temporada desta maravilhosa série termina com Carrie a levar tratamentos com eléctrodos para suavizar os sintomas da bipolaridade. Agora demitida do seu cargo e completamente sem rumo, ela continua fixada em Abnur Nazir e no contra-terrorismo… Mas o que ela quer mesmo esquecer é a sua paixão por Brody. E é assim que termina o 12º episódio, que, pelo que descobri agora, é também o ÚLTIMO da primeira temporada. É pena a FOX não fazer chamadas de atenção para o facto porque nada informa o espectador que não vai aparecer um outro episódio na semana seguinte.

Foi assim que terminou para mim outra série que estava a gostar de ver: “V”. Terminou sem eu fazer a mínima ideia que estava a terminar. Saiu do ar, não voltou e andei ali umas semanas a ver se a encontrava… em vão. Mas se servir de consolo aos fãs de “V” (que são muitos), podem continuar a ver a protagonista da série, Morena Baccarin, em “Segurança Nacional”. Cabe a ela dar corpo à esposa de Brody.

*English version soon

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