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Olá Baby. Com tecnologia do Blogger.

SIC audiências - Tv

A Sic é a meu ver, o canal de televisão português que menos respeito merece dos espectadores actualmente. O tempo das «vacas magras» começou no ano 2000 e, de lá para cá, ao leme muitos tentam pilotar o barco com a astúcia necessária para que seja o primeiro a cruzar a meta final mas, ultimamente, não tem tido força e acomodou-se na última posição.

Por isso mesmo, pressente-se um momento de «vale tudo», que normalmente chega com a renovação da grelha de programação em Setembro. A sic está freneticamente na busca de audiências, num «Vale Tudo» notório. Fracasso atrás de fracasso, teve no programa «Momento da Verdade» o gosto que há muito lhe escapa ao paladar: audiências. E não perdeu tempo, como convém a um desesperado. Como se a audiência fosse uma droga, o interesse que o programa levantou levou a estação, quase uma semana depois da emissão do primeiro programa, a repetir tudo, antecedendo o evento com uma longa entrevista ao casal e procedendo com um debate de nome «A Verdade Compensa» conduzido por Rita Ferro Rodrigues, com candidatos escolhidos a dedo: A «feminista», o «machista» e o tipo que parece ficar «no meio».

Mas a estação já fez outras apostas. Que saíram logradas. A Roda da Sorte, com Herman José não está a alavancar as audiências como seria desejado. Claro que tal possibilidade estava prevista, até pela força do adversário do canal RTP1, mas a esperança do nome Herman José e do sucesso anterior do concurso levantou um véu de esperança que já se comprovou inútil. Também a comédia com a «Vip Manicure» foi uma aposta sic. Mas nem sei qual o resultado, pois não vi o programa mas pela ausência de comentários e artigos em revistas, já dá para adivinhar que também não pegou.

A sic guarda, contudo, aquele que pensa ser o seu maior trunfo: os Gato Fedorento!
Mas não será que está a colocar demasiada fé nele?Não que o grupo de humoristas não saiba ou tenha perdido qualidades. Mas tudo na vida é timming, oportunidade e estar no sítio certo à hora certa. Sinceramente, penso que nenhum destes factores se concilia.

É esperar para ver.
Por enquanto o que se percebe é isto: toda a audiência da sic está ligada ao frágil cordão que é um único programa: “O Momento da Verdade”.

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Momento da Verdade - TV

Querem saber como é um homem de verdade?
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Quem viu a primeira emissão de Momento da Verdade já sabe.
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Até compreendo quando é dito que as mulheres não pertencem no exército. Consigo compreender onde querem chegar. Existe nos homens este companheirismo cúmplice, que nas mulheres é diferente. E ainda bem que é. A mulher é mais sensível e emotiva, graças a deus! Por isso mesmo, as coisas demoram mais tempo a descer pela «goela». Se isso é um problema na típica atmosfera machista militar, claro que é.

Até porque a maioria deles (homens militares) foram lá parar por falta de opções. O perfil pode ser traçado desta maneira: rapaz jovem, quer fazer o que lhe dá na telha, não aguenta mais o ambiente familiar de casa e ter de se submeter ás imposições dos pais, que não gosta de estudar, mete-se em sarilhos e começa a trabalhar para ser independente, mas não se dá bem nesses empregos porque não se dá bem com a autoridade. Quer fugir de tudo isto. Está perdido, não aguenta mais. Alista-se no exército.

Parece contraditório que vá parar logo num meio onde a obediência é-lhe imposta. Mas não é de todo. O exército não é como na vida civil. Lá todos são iguais, entram no mesmo nível e passam pelas mesmas situações. O grupo acaba por ser o suporte do indivíduo. Cria-se então a tal cumplicidade e, aquilo que menos sabem lidar cá fora, a autoridade, é então tolerada somente nestas circunstâncias. Porque cá fora, não existe essa realidade de igualdade. No emprego, uns são sempre melhores que outros, todos se querem destacar, ninguém é amigo de ninguém, o chefe não é igual com todos, a camaradagem é substituída por rivalidade. A autoridade é, portanto, insustentável.

Eis a ideia que faço da maioria dos militares homens.
Nem vou entrar no que esta atmosfera faz quando se trata de procurar o sexo oposto. Isso fica evidente para quem viu o programa.

A mulher é diferente, mas tem lugar no exército. Só ela é capaz de «salvar o couro» de um colega homem, ao mesmo tempo que segura numa frigideira. Só o cérebro feminino é dotado de tamanha destreza. O homem é uma boa máquina de matar: pode ser programado para agir somente de um modo. A mulher é naturalmente inclinada para as multi-tarefas. Ela pode estar a carregar numa metralhadora e a fazer prova de obstáculos, que a cabeça dela está ali no que faz, mas também no que vai fazer ou no que já fez.

Dito isto, vamos aos factos. Este programa revelou um primeiro concorrente que disse «Sim» a quase todas as perguntas, menos algumas. Elas, as perguntas, já se adivinham o calibre:

- já teve relações sexuais com outra mulher neste ano? (SIM)
-gosta de brincar com a sua filha? (NÃO)
-faz de tudo para a sua filha não sentir a sua falta? (NÃO)
-usa o preservativo quando tem relações sexuais com outras mulheres? (NÃO)

E assim ficou traçado neste primeiro programa, o perfil da maioria dos homens. (Quem se segue?). Claro, existem excepções. Mas assim como se generalizou que as mulheres não pertencem à carreira militar, assim generalizo que a maioria dos homens é como este se pintou.
Resumindo, a maioria dos homens adora a esposa em casa e a coisa que mais ama no mundo é os filhos. Mas isso não basta, na lógica masculina, para deixar de dormir com outras mulheres, (sem preservativo, que é para ser um portador de doenças para depois transmitir à adorada esposa), para flirtar com outras, para fugir de passar mais tempo com os filhos. São a coisa mais importante, mas não têm paciência para estar com eles. Neste caso, nem para brincar. Alguém devia ensinar este homem que brincar com uma filha não é brincar com ela e as bonecas. Acredite que, se fosse um rapaz, carrinhos não iam fazer diferença nenhuma.

É por isso que defendo que todos nós precisamos ser ensinados para a paternidade/maternidade. Até mesmo a ser adultos, quanto mais para ser adultos a criar outro futuro adulto. Isto de ser pai jovem porque não se usa preservativo, e depois ser-se ausente e ter a mulher a carregar os fardos, deixa abertas muitas lacunas para traumas familiares. Acho que se devia aprender a ser pais. Devia-se ensinar em escolas. Grande ambição, quando o ensino básico não inclui nem a sexualidade…

Devia haver em Portugal um Dr. Phill, para que as pessoas não sentissem vergonha de não serem perfeitas e não terem problemas em assumir que precisam de ajuda. Ajuda para ser bons pais. Porque não?

Emocionado ficou o concorrente quando ouviu o irmão caçula afirmar que o considera um ídolo. Teresa Guilherme incentiva um abraço e pergunta porquê não se fala das emoções. Pois, é um mal português… guardar tudo para dentro. Sabem porquê? Porque assim somos ensinados! Muito mais depois do 25 de Abril, do que antes. Paradoxalmente, a liberdade trouxe o aprisionamento das emoções.

Temos então o típico homem português. Mas há sempre excepções e, neste caso, ela talvez não estivesse muito longe, no gene ao lado. Porque é que em todas as histórias de irmãos, existe sempre o mais novo a idolatrar o mais velho, que não é nenhum exemplo a seguir? É que isso prejudica muito o trabalho da mulher que queira preservar o seu achado…

Por tudo isto, sem dúvida que o programa será e foi um estrondoso sucesso. Quem é que não gosta de ouvir a verdade? Olhem que, se não for ali e por dinheiro (algumas das questões colocadas por Teresa Guilherme que não eram para o ganho, não foram respondidas com sinceridade), não será em nenhum lugar.

E claro, no final o concorrente levanta-se e vai cumprimentar o irmão, o amigo e a esposa. Qual destes não estava 100% de bem com o seu beijinho? A mulher, claro! Porque a mulher é diferente. E é mesmo para ser.

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A nova Roda da Sorte

Que decepção, a nova Roda da Sorte!

Cenário escuro e taciturno, pouco colorido, com perturbadores movimentos de luz e o rosto dos concorrentes filmado tão de lado que mal dá para perceber quem são. A indumentária, tanto dos concorrentes como do apresentador e da assistente, também foi uma escolha infeliz para esta primeira emissão.
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Aquele top prateado à lá Madonna do vestido da nova «Rute Rita» (desculpe a moça, mas o nome que sai é este) a lembrar a armadura reluzente do Robocop! E a camisa de Herman? Destoava tanto que não se olha nos olhos, mas para aqueles dois bolsos no peito ou para os botões na manga quando o apresentador se virava. Perturbador. Os concorrentes não ajudaram, ao aparecer vestidos como se fossem para uma festa de cocktail.
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Na memória do público da Roda da Sorte, está um cenário colorido. Ainda que estático e antiquado, prestava-se melhor ao desfrute do programa. Bem iluminado, prestava-se ao tipo de concurso que é a Roda: para divertir, ao fim da tarde, com humor. Agora aquela escuridão para se ver os efeitos de luzes em movimento, mais parece o cenário de programas nocturnos, como o apresentado pelo Malato na Rtp. É pesado.
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A maior diferença está neste recurso à tecnologia e cenários actuais. O quadro das letras é agora computadorizado e fica emoldurado por um néon de luz que altera de cor. É demasiado movimento e luz! Deixa de ser tão empolgante acompanhar o resultado, agora que as letras surgem sozinhas. Aliás, o que faz ali a assistente se aquilo surge sozinho? Se é para actualizar, ousem mudar o desnecessário. E a rapariga para aquilo é desnecessária. Ainda por cima, nesta primeira emissão, aconteceu que a letra não surgiu. Ora, para falhar vale mais aquele sistema antigo, mas catita.
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Senti falta da voz off. Aqueles diálogos que Herman tinha com o locutor para ganhar tempo foi uma exclusão da Nova Roda que faz falta. Deviam ter retirado a assistente que passeia de um lado para o outro sem utilidade.
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Sou fã do revivalismo e de novas incrementadas a coisas já vistas. Por isso mesmo, este programa decepcionou. Mas acredito que ainda dê a volta. É pena que as cores no set pertençam somente à roda. Com um elemento daqueles que desempenha uma função principal, o cenário devia combinar com ela. Modernizaram-no: o quadro, o cenário de luzes, o lugar do público e tudo mais. A roda fica a mesma??
.Novidades também são aqueles prémios-surpresa, o que fez Herman e a assistente quase desaparecer do programa. Enfiaram-se por detrás de um pilar falso para buscar o balde e a esfregona (com champanhe) que a concorrente acabara de ganhar. Fiquei a temer que desaparecessem os dois por aquele buraquinho. Ela desapareceu, e Herman ficou parcialmente oculto pela sombra. Uma filmagem diferente talvez não causasse tanto impacto. E o Herman ter permanecido no lugar ao invés de ir atrás da assistente também.
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Desta vez, os concorrentes estão tão à vontade que começaram a soltar umas piadas atrás de piadas, deixando o comediante sem graça.
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Entretanto fui mudando de canal. Sem dúvida, «O Preço Certo» estava com um dinamismo mais chamativo. Muita luz, alegria, cor. A Roda devia possuir de antemão essa vantagem, mas perde-a. Com aquele cenário taciturno, o contraste é convidativo à mudança de canal.
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Em simultâneo com o começo da Roda, na Sic Mulher a médica Céu Santos finalizava os seus esclarecimentos sobre sexo na terceira idade. Dominou totalmente o programa com informações úteis que o público quer saber. Este tipo de informação é necessária e daria um bom programa na tv portuguesa. Não me dão ouvidos…
.Estava crente no sucesso da Roda da Sorte, mas este começo decepcionante foi uma surpresa. Porém continuo a acreditar que tem pernas para girar… mas como está, já não muito. Ajudava mudar estas pequenas perturbações visuais. O que não devem fazer, por teimosia e discordância.
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O tempo dirá. E se existir uma segunda série, veremos se tem novo cenário.

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Caçadores de Mitos * Mythbusters -TV

Confirmado, Plausível ou Desfeito?


Quem teve a genial ideia de fazer os «Caçadores de Mitos» acabou por provar que sempre há algo fresco para se fazer em televisão. Que estouro de programa!


No início, Jamie e Adam eram os dois únicos apresentadores. Depois foi necessário ampliar a equipa e, após uma discreta contribuição de dois colaboradores, à dupla juntaram-se Grant, Tory e Carrie. Agora, já não consigo imaginar o programa sem eles!

Mas não se pode esquecer o carismático elemento: o Buster!
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Tratado como se humano fosse, pedem-lhe quase sempre desculpas pelas situações em que o vão colocar. E o pobre do boneco lá vai pelos ares, ora em explosões ou em catapultas. Bravo Buster!

PS: ouvi dizer que o Buster anda com receio de perder o seu emprego para os porcos…

Uma pessoa diverte-se com estes elementos. Chega até nós de forma descontraída, como se tudo não passasse de uma brincadeira que se faz rapidamente. E é educativo. Consegue dar o exemplo de que a persistência é uma virtude! Sem ela, não se chegam a conclusões definitivas. Além disso, é um dos pouco programas capaz de agradar tanto ao público homem como ao público mulher.

Não há dúvida que, quem imaginou este formato, acertou em tudo!

Mas não é um programa simples de fazer. Para testar um mito, é necessário muita investigação, contactos, preparos, dinheiro, despesas, materiais, localizações, equipamento diverso, viagens, peritos, construções etc. Estas pessoas fartam-se de trabalhar, tanto atrás como em frente das câmeras.

Acho que o melhor que os Caçadores de Mitos fazem pelo público, é desmistificar as mensagens falsas de Hollywood. As explosões a carros, o pirata que desce o mastro de um navio com uma faca a romper a vela, o barco virado ao contrário que serve como bolha de ar para caminhar debaixo da água. Tudo falso. Caçar os mitos tem sempre um resultado surpreendente.

Falta elogiar a dobragem portuguesa, que é excelente. O humor que faz parte da forma de apresentar o programa é fielmente reproduzido.
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Elogios também para o dinamismo da edição e do grande contributo da parte gráfica do programa. Dá para adivinhar em certos casos, que aqueles 5 segundos de divertidas imagens de Jamie e Adam em desenho animado, levaram as suas horas a preparar. Esta gente rala!

Passados quatro anos da sua estreia em Portugal, o programa continua refrescante. Surpreende e mantém o interesse. Temos o privilégio de o poder acompanhar todos os dias.
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English Version:

What a great show to make!

At the beginning, there’s Jamie and Adam but soon the addition of three other co-hosts, Grant, Tory and Carrie brought more sparkling to the Mythbusters. Now I can’t imagine the show without them. And, of course, without Buster! Poor guy!

(I’ve heard he’s having trouble with the pig’s presence on the set and is complaining to the producers he’s getting fewer scenes)

This is a very relaxing show that grabs both men and women attention. Its fun, like if everything was made to be a joke. But don’t kid yourself. This guys work they buts off! In front and especially in the back of the camera´s lents. It’s a very expensive show to make and requires a lot of previous and complex measures.

One of the best things the show has to offer to the public’s conscience is Hollywood’s false movie’s messages. Like cars explosions, the walking under the water with a flipped boat has an oxygen provider and slide down a ship sail with the help of sharpen knifes. It’s all fake, guys!

Another complement the show deserves has to be given to the excellent Portuguese doubling. It actually improves the product and really upgrades de humour to a higher position. Has anyone ever notice that some jokes are adapted to the Portuguese reality? Ex: when Adam is joking about bullets, he pretends to be selling them in the market like if they were daily necessaries. The Portuguese translation gives it the oral expression a chestnuts salesman gives to his speech. “Ooooolha a castanha quentiiinha”. I’m all in favour of keeping the original voices and sound but Portuguese doublings do such a good work that it’s actually better than the original. Especially because we can still ear in the background the original voices and sounds. The only thing in the show I give a thumb down is the original voice-off. What a disaster! It’s not a good one and also the style is old fashion.

Editing and graphic wise, the show gets a lot of thumbs up. Those animated figures of the mythbusters on their quest for the truth of a myth are delightful to see. After 4 years since its premier in Portugal, the show still keeps the publics interest. We are lucky enough to be able to see it daily, in more that one time schedule.
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